Bem vindo ao Museu de Arte Urbana Tito Bertolucci
O Museu
Tito Bertolucci está entre um dos mais importantes colecionadores de arte urbana da atualidade. Seu interesse pelas artes, que começou ainda criança por meio de viagens que realizava com o pai pela Europa e onde conheceu inúmeros museus, agora lhe permite inaugurar o maior museu de arte urbana de São Paulo. Composto por mais de mil obras, todas pertencentes ao acervo pessoal de Tito, o museu, localizado na Serra da Cantareira, abriu oficialmente em 20 de setembro.

Além de dois espaços de arte urbana, ambos no Beco do Batman, Tito conta sobre a importância e necessidade em abrir o museu. “Desde que mergulhei profundamente no universo da arte urbana, passei a acumular um grande acervo, fruto de aquisições tanto no Brasil quanto no exterior. Parte dessa coleção é, também, composta por presentes dos próprios artistas que reflete as conexões e amizades que construí ao longo dessa jornada. Com o tempo, percebi que as obras precisavam de mais do que um espaço de armazenamento pessoal: era fundamental ter um local adequado para conservá-las. Assim, ter o museu, um local para abrigar e dividir essa história com amigos e com o público, oferecendo um ponto de encontro onde a arte de rua pudesse ser apreciada em um contexto diferente e significativo.”

Divididos em nove cômodos distintos, a minuciosa catalogação de todo o acervo foi um trabalho intenso e dedicado, realizado pela equipe de Gestão de Acervo de Els Moerman e Andrea Lobado, e os ambientes abrangem diversas técnicas e formatos, como pinturas, desenhos, esculturas, gravuras e fotografias. O museu também abriga cerca de 90 objetos que expandem a compreensão de múltiplos (produção em quantidade) no contexto mais comercial como toy art, bolsas, cangas, pôsteres e vestuário entre outros itens elaborados por artistas. O espaço compõe uma área coberta e aberta, o que o torna ideal para a proposta do museu. A combinação desses ambientes permite uma versatilidade única para a exposição das obras, sendo possível exibir a arte urbana não apenas dentro de um espaço expositivo tradicional, mas também nas paredes externas do prédio, integrando-a de forma orgânica ao ambiente natural da Serra da Cantareira. “Essa fusão entre a arte de rua e o cenário que a rodeia oferece uma experiência autêntica e imersiva para todos os visitantes”, pontua Tito.
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Ainda acerca dos ambientes do museu, segundo Tito, foi pensado de forma diferente, ou seja, “em vez de uma divisão rígida por tema ou técnica, optamos por uma abordagem mais orgânica e fluida em nossas salas.” Desse modo, cada sala mescla as diversas técnicas das manifestações urbana, permitindo que os visitantes experimentem a riqueza e a interconexão dessas manifestações. Graffiti, Muralismo, Stencil, Tags, Pixação, Lambe-Lambe e Stickers, convivem em um mesmo ambiente. “Nossa intenção é que os artistas estejam concentrados em instalações próximas, permitindo que o público compreenda melhor a trajetória e a diversidade da obra de cada criador. Também temos uma sala dedicada a objetos, livros e múltiplos. É importante ressaltar que todos os artistas expostos iniciaram suas atividades nas ruas. Portanto, independentemente da técnica específica, todas as obras expostas trazem consigo a essência e as técnicas da rua”, finaliza o colecionador Tito Bertolucci.
