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Abertura 23/04
Em cartaz até dia 23/05

TRÍPTICO

Convergências Urbanas

TRÍPTICO - Convergências Urbanas

Inserido no contexto da arte contemporânea, onde fronteiras entre linguagens, suportes e autorias se tornam cada vez mais fluidas, o coletivo Tríptico propõe uma investigação centrada no encontro. Formado por Sator, Senk e Caligrapixo, o grupo se estrutura a partir da convivência entre três práticas visuais distintas que, ao se cruzarem, dão origem a uma linguagem nova — híbrida, complementar e em constante transformação.

 

Fundado em 2018, em São Paulo, o Tríptico se consolida como uma plataforma de experimentação dentro das novas linguagens gráficas e visuais urbanas. Nesta exposição na Galeria Alma da Rua, o foco se desloca da produção individual para o território do coletivo: todas as obras apresentadas são resultado de processos colaborativos, nos quais as identidades de cada artista não se anulam, mas se potencializam mutuamente.

Sator investiga o abstrato geométrico a partir de uma prática rigorosa e meticulosa, ancorada no legado da arte concreta. Suas composições exploram ordem, ritmo e precisão, construindo estruturas visuais que operam no limite entre equilíbrio e tensão, propondo uma leitura sensível e expandida do espaço pictórico dentro do campo da arte contemporânea.

 

Senk, com seu universo surrealista e orgânico, constrói personagens que carregam narrativas próprias, quase autônomas, como se existissem independentemente da obra. Suas figuras transitam entre o imaginário e a memória, conectando o urbano a referências ancestrais e rurais do Vale do Jequitinhonha. Cada forma, cada corpo e cada expressão sugere histórias abertas, que se desdobram no olhar do espectador.

 

Caligrapixo transforma a escrita em gesto e estrutura visual, desenvolvendo uma pesquisa singular sobre a tipografia urbana paulistana. Sua prática se dá como intervenção direta na cidade, onde letra, ritmo e arquitetura se fundem, tensionando a percepção do espaço público e seus códigos.

Ao trabalharem juntos, esses três campos — o estrutural, o orgânico e o gestual — deixam de operar de forma isolada e passam a coexistir em um mesmo plano. A colaboração aqui não é apenas um método, mas um conceito central: é no atrito, na troca e na escuta entre os artistas que emerge uma nova gramática visual.

 

Cada obra torna-se um território compartilhado, onde camadas de linguagem se atravessam e se equilibram, criando um todo coeso que preserva, ao mesmo tempo, a identidade de cada gesto. O resultado não é uma fusão homogênea, mas uma construção viva, onde diferenças são mantidas e organizadas em diálogo.

 

Essa prática colaborativa reflete uma das questões fundamentais da arte contemporânea: a diluição da autoria única e a valorização do processo coletivo como espaço de criação. No Tríptico, o encontro se afirma como força criativa — um exercício de construção conjunta que amplia as possibilidades individuais e propõe ao público uma experiência expandida.

 

Mais do que uma exposição, este projeto se apresenta como um campo de convergência — entre rua e galeria, entre individual e coletivo, entre controle e espontaneidade — onde a arte se manifesta como relação, processo e transformação.

Catalogo do Artista

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